Corrida das empresas de lixo promete energia mais barata e créditos de carbono
Associação Brasileira de Biogás (ABiogás) – aponta que o País já opera 19 plantas de biometano e pode chegar a 35 milhões m³/dia com projetos em análise, cenário que acendeu a disputa por contratos de energia e transporte urbano.
- Em resumo: Orizon garantiu R$108 mi em receitas anuais em leilões de capacidade para 2026-2028.
Receitas bilionárias surgem de aterros que viram usinas
Empresas como Orizon e Solví converteram antigos aterros em hubs industriais capazes de gerar eletricidade, gás natural renovável e créditos de carbono. Segundo dados compilados pela Reuters, a demanda corporativa por energia limpa no Brasil dobrou em cinco anos, impulsionando projetos de waste to energy que antes estavam restritos ao papel.
“Os grandes passos em água e esgoto já foram dados; agora é a hora dos resíduos sólidos,” resume Milton Pilão, CEO da Orizon.
No último leilão de reserva, a companhia fechou três projetos de biogás nos ecoparques de Paulínia (SP), Jaboatão (PE) e João Pessoa (PB), totalizando 53 MW. Somados à usina de Barueri, os empreendimentos reforçam a tese de analistas da XP, que veem o setor “nos passos iniciais de uma significativa transformação”.
Transição energética pressiona diesel e valoriza biometano
A escalada geopolítica no Oriente Médio elevou o custo do óleo diesel e abriu espaço para o biometano em frotas de ônibus, coleta de lixo e indústrias intensivas em calor. Desde 2020, o Marco Legal do Saneamento obriga a substituição de lixões por aterros sanitários, criando matéria-prima abundante para o gás renovável. Com isso, prefeituras já testam contratos de longo prazo que travam preços da energia e reduzem emissões, elegíveis para o mercado de créditos de carbono.
Como isso afeta o seu bolso? A expansão do biometano tende a moderar tarifas de transporte público e contas de luz em regiões atendidas por usinas a resíduos. Para acompanhar as próximas oportunidades de investimento nesse segmento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Orizon