Geopolítica e clima disparam custos e pressionam margens do produtor
Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) – Dados recentes mostram que o conflito no Estreito de Ormuz e a possível volta de um El Niño severo já encareceram insumos essenciais para a cafeicultura brasileira, elevando o custo de produção e sinalizando nova alta no preço da bebida até 2027.
- Em resumo: Fertilizantes subiram entre 30% e 40% e peças de irrigação até 50%, comprimindo margens e abrindo caminho para repasse ao consumidor.
Ormuz fecha a torneira dos insumos agrícolas
O Irã controla um terço do fluxo global de fertilizantes que passam por Ormuz; qualquer interrupção encarece o frete e afeta diretamente o Brasil, que importa 85% desses produtos. Segundo análise da Reuters, as cotações dispararam 40% desde o início das tensões.
“Só nos fertilizantes, o choque atual já adiciona 4,5% ao custo total de produção do Sítio Jabuticaba”, estimou o produtor Airam Quiuqui ao InfoMoney.
El Niño agrava o cenário e exige mais investimento em irrigação
Meteorologistas preveem novo ciclo de El Niño entre agosto e outubro, justamente na florada do café. Para proteger plantas sob estresse hídrico, fazendas recorrem a sistemas de irrigação – cujos componentes, derivados de petróleo, ficaram até 50% mais caros em 2026.
Como isso afeta o seu bolso? Se o produtor não diluir esses custos, o repasse chegará à xícara, encarecendo o cafezinho nos próximos trimestres. Para acompanhar outros fatores que influenciam seu poder de compra, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney