Do “clique” à porta em minutos: o que há por trás da nova fronteira do e-commerce
BTG Pactual Logística (BTLG11) – Nas últimas semanas, a iniciativa de entregar produtos em questão de horas ganhou força no eixo Rio-São Paulo e elevou a procura por galpões de padrão Triple A, criando um efeito dominó que já mexe com o preço das cotas dos fundos imobiliários (FIIs) do setor.
- Em resumo: vacância abaixo de 7% e ofertas bilionárias de FIIs antecipam ganhos para quem financia a infraestrutura da Amazon, Mercado Livre e Shopee.
Localização, cross-docking e bilhões na mesa
Para cumprir prazos de até duas horas, as varejistas precisam de centros de distribuição encostados em rodovias e grandes capitais, além de layout pronto para cross-docking. Segundo levantamento da Reuters, praticamente todos os novos galpões de São Paulo já são pré-locados – e, em muitos casos, construídos sob medida.
“Os ativos saem do papel 100% ocupados. Com juros altos, só os FIIs conseguem captar cifras como os R$ 1,6 bilhão da última emissão do BTLG11”, resume Flavio Pires, analista do Santander.
Por que os FIIs viraram a via expressa para o investidor
Quatro em cada dez imóveis logísticos do país pertencem a fundos imobiliários. Além do BTLG11, carteiras como HGLG11, TRXF11 e VILG11 mantêm contratos atípicos de 10 a 15 anos, reajustados pelo IPCA, blindando a renda mensal contra oscilações do consumo.
Historicamente, a vacância média brasileira orbitava 15%. Hoje, o índice recuou para perto de 7%, menor patamar desde 2013. Mesmo com a entrega prevista de novos galpões até 2026, analistas veem a expansão do e-commerce – impulsionada pelo fim da “taxa das blusinhas” – absorvendo a oferta sem pressionar preços.
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Crédito da imagem: Divulgação / Record