Aumento dos acidentes joga holofote nos gastos obrigatórios com EPIs e infraestrutura
Ministério do Trabalho – Na primeira quinzena de maio, quatro trabalhadores perderam a vida em lavouras de café e pimenta no Espírito Santo, acendendo um alerta sobre o custo de não investir em segurança no campo.
- Em resumo: sinistros podem gerar multas trabalhistas, paralisação de colheita e elevação dos custos para produtores.
Sinistros elevam pressão por EPIs no agronegócio
Explosões, incêndios e quedas, como os registrados em Vila Valério e Jaguaré, expõem a urgência de um programa robusto de prevenção. A Norma Regulamentadora 31 exige equipamentos como luvas, óculos e botinas — itens cujo desembolso médio pode saltar em até 15% na planilha de custo da fazenda, segundo estimativas do setor. Esse aumento pesa justo no momento em que o preço internacional do café robusta oscila perto de máximas de dez anos, conforme dados da Reuters.
“Todas as questões de segurança, saúde no trabalho e garantia de direitos sociais são responsabilidade de quem contrata”, reforçou Alcimar Candeias, superintendente regional do Ministério do Trabalho.
Multas, atrasos e impacto nos preços do café
Além do drama humano, cada infração de segurança pode gerar autuações que variam de R$ 402 a R$ 6.000 por ocorrência, dependendo da gravidade — sem contar o risco de embargo da atividade. Um eventual atraso de sete dias na colheita, período crítico para manter a qualidade do grão, pode reduzir em até 8% o rendimento final, segundo cálculos de cooperativas locais. Para o consumidor, esse efeito em cadeia tende a pressionar os preços internos, que já acumulam alta superior a 20% em 12 meses, de acordo com o IBGE.
Como isso afeta o seu bolso? Mais despesas com segurança podem sustentar preços elevados do café no varejo e afetar margens de exportação. Para mais detalhes sobre o cenário econômico, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Corpo de Bombeiros