Quando a tragédia no ar redirecionou o destino de um dos maiores bancos do país
Banco Bamerindus – Um acidente aéreo no fim da década de 1970 aniquilou a cúpula executiva da instituição, abrindo caminho para uma administração que a levaria a um crescimento agressivo, mas também ao colapso final em 1997.
- Em resumo: a sucessão emergencial manteve a expansão de crédito, mas elevou o risco que, anos depois, resultaria na intervenção do Banco Central.
Da ascensão meteórica à intervenção do BC
Após a tragédia, a nova diretoria adotou uma estratégia de expansão nacional, surfando no ciclo de alta da economia naquela época. Dados do Banco Central mostram que, já nos anos 1990, o Bamerindus figurava entre os dez maiores bancos brasileiros em número de agências.
“O acidente provocou uma mudança abrupta de comando, alterando decisões-chave sobre alocação de capital e apetite a risco”, destaca relatório interno citado pelo jornal Gazeta do Povo.
O efeito dominó no mercado e no bolso do correntista
Com a abertura econômica e a disparada dos juros no início dos anos 1990, a carteira de crédito passou a mostrar sinais de deterioração. Em março de 1997, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial; parte dos ativos foi vendida ao HSBC por valor simbólico de R$ 1, preservando depósitos de milhares de correntistas e evitando contágio sistêmico.
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Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo