Nova regra externa pressiona construtoras e consumidores brasileiros
Governos da Alemanha e da cidade de Nova York anunciaram recentemente a proibição de aquecedores a gás em imóveis novos, decisão que deve sacudir a cadeia de suprimentos também no Brasil.
- Em resumo: a mudança empurra o mercado global para bombas de calor, capazes de entregar até 4 x mais eficiência energética.
Por que a bomba de calor virou o “ativo” da vez?
Diferente das resistências elétricas tradicionais, o equipamento transfere calor do ambiente externo e consome menos kWh para aquecer água e ar. Segundo dados da International Energy Agency, a demanda por bombas de calor saltou 11% no último ano, mesmo em meio a custos iniciais mais altos.
“Em muitos mercados, o payback cai para cinco anos quando somamos incentivos fiscais e a economia na conta de luz”, destaca um relatório técnico da IEA.
Reflexos no Brasil: custo, incentivos e oportunidade de mercado
Por aqui, a substituição tende a ganhar força em prédios de alto padrão que já preveem infraestrutura elétrica robusta. O INMETRO exige selo de eficiência máxima (A) para novos aparelhos, enquanto estados como São Paulo estudam créditos de ICMS verdes para quem optar por climatização de alta performance.
Como isso afeta o seu bolso? A estimativa é de economia anual de até 45% na conta de energia para residências que migram do gás para a bomba de calor, além da valorização do imóvel frente às futuras normas ambientais. Para mais detalhes sobre transição energética e finanças domésticas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Monitor do Mercado