Pressão de custos no campo acende alerta e reforça papel do crédito bancário
BTG Pactual — Durante a Agrishow, o banco confirmou que cerca de R$ 262 bilhões, ou 25% de sua carteira, seguem destinados ao agronegócio em 2026, ressaltando que a presença ativa das instituições financeiras será vital para produtores sob juros ainda elevados.
- Em resumo: carteira focada em produtores sólidos e garantias robustas, mesmo com Selic em queda lenta.
Juros altos mantêm margin squeeze no agro
Apesar do início do ciclo de cortes promovido pelo Banco Central, o custo de capital continua pesado para quem opera insumos dolarizados e vê as commodities recuarem desde 2023.
“É hora de os bancos estarem mais próximos das empresas, ajudando a atravessar esse ciclo”, reforçou Rogério Stallone, sócio responsável pelo crédito corporativo do BTG Pactual.
Infraestrutura vira nova fronteira de ganhos
Além do crédito de giro, o BTG mira projetos de armazenagem, logística e transporte, gargalos que vêm limitando a competitividade do setor. Entre 2020 e 2022, a abundância de liquidez sustentou margens confortáveis; agora, a estratégia passa por alongar dívidas e, em casos extremos, vender ativos para recompor fluxo de caixa.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, o agro responde por quase 30% do PIB brasileiro, mas menos de 15% da capacidade de estocagem acompanha esse ritmo — um hiato que pode gerar oportunidades de retorno acima da média quando o mercado de capitais, hoje retraído, voltar a abrir espaço para CRAs e Fiagros.
Como isso afeta o seu bolso? O aperto de margens tende a encarecer alimentos e limitar dividendos de empresas listadas ligadas ao campo. Para acompanhar os desdobramentos, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / BTG Pactual