Brasil ganha acesso imediato a 718 milhões de consumidores europeus
Mercosul e União Europeia – O tratado de livre-comércio firmado entre os dois blocos passa a valer nesta sexta-feira (1º) e reduz a zero, de forma escalonada, tarifas sobre milhares de produtos brasileiros, prometendo impacto direto na competitividade e na margem das empresas exportadoras.
- Em resumo: 2,9 mil itens nacionais entram no mercado europeu já sem imposto de entrada, elevando o potencial de vendas externas sem custo tributário.
Indústria e agro já calculam ganho de escala
Máquinas, alimentos processados, metalurgia, químicos e equipamentos elétricos estão entre os primeiros beneficiados, revela estudo da Reuters. A Confederação Nacional da Indústria projeta isenção para mais de 80% do que o Brasil envia hoje ao bloco europeu.
O cronograma prevê que a UE elimine impostos sobre 95% dos produtos do Mercosul em até 12 anos, enquanto o bloco sul-americano cortará tarifas de 91% dos bens europeus ao longo de 15 anos.
R$464,4 bi em capital estrangeiro pode ganhar tração
Além do comércio, o acordo tende a turbinar o Investimento Estrangeiro Direto, hoje liderado pela UE com estoque de US$ 464,4 bilhões no país. Historicamente, as negociações começaram em 1999 e enfrentaram barreiras ambientais e protecionistas; a implementação provisória, decidida pela Comissão Europeia, seguirá sob escrutínio jurídico por até dois anos.
Como isso afeta o seu bolso? A chance de preços menores em importados e mais vagas no setor exportador é real, mas dependerá da agilidade das empresas em conquistar mercado. Para acompanhar cada etapa dessa abertura comercial, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Mercosul-UE