Efeito “troca de comando” pode reduzir o prêmio de risco dos EUA
Casa Branca – Em meio à pressão política decorrente da guerra contra o Irã, cresce em Washington o temor de que as midterms tirem de Donald Trump a maioria no Congresso, abrindo caminho para um processo de impeachment que, segundo gestores, poderia reprecificar ativos globais.
- Em resumo: queda de Trump é vista como sinal verde para um rali nas bolsas e alívio no câmbio.
- Impacto imediato: menor aversão a risco pode derrubar o dólar e frear a escalada do petróleo.
Mercado precifica a chance de mudança antes do voto
Relatórios de gestoras apontam que o risk-on já ganha tração, mesmo com a tensão geopolítica. Um levantamento da Reuters mostra que, nos últimos 30 dias, os índices S&P 500 e Nasdaq subiram apesar da alta de 12% no preço do barril Brent.
“Quando se substitui um presidente com alta rejeição por outro com menor resistência, os ativos tendem a responder positivamente”, avaliou Alfredo Menezes, CEO da Armor Capital, no podcast Touros e Ursos.
Histórico de impeachments sugere alívio de curto prazo
Em 1998, durante o processo contra Bill Clinton, o S&P 500 avançou mais de 20% nos seis meses seguintes à abertura formal da investigação. Fora dos EUA, o Ibovespa saltou 32% entre maio e dezembro de 2016, período que marcou a troca de comando no Palácio do Planalto. Economistas lembram que a volatilidade inicial costuma dar lugar a um ciclo de compras quando o mercado enxerga previsibilidade fiscal e diplomática.
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Crédito da imagem: Divulgação / Casa Branca