Mercados tentam decifrar até quando o aperto monetário vai durar
Federal Reserve (Fed) e Comitê de Política Monetária (Copom) definem, nesta Super Quarta (29), o rumo das taxas de juros nas duas maiores economias do continente, pressionando do dólar ao rendimento dos seus investimentos.
- Em resumo: Fed deve manter o “juro zero” inalterado nos EUA, enquanto Copom sinaliza corte de 0,25 p.p., levando a Selic a 14,50% ao ano.
Investidores de olho no discurso de Jerome Powell
Com 100% de probabilidade de manutenção apontada pelo FedWatch da CME, o mercado já precificou a pausa americana. O ponto sensível é o tom de Jerome Powell sobre a inflação de energia, inflada pelo Brent perto de US$ 100.
“Nos Estados Unidos, o Fed terá o desafio de esclarecer se os juros permanecerão elevados por mais tempo para conter os custos de energia e logística, pressionados por conflitos internacionais”, destaca Cristiano Luersen, da Wiser Investimentos.
Selic a 14,50% mexe com Tesouro Direto e crédito
Se confirmado o corte de 0,25 ponto percentual, a Selic atingirá 14,50% – segundo ajuste consecutivo depois de dois anos de estabilidade. Ainda assim, analistas como Robson Casagrande, da GT Capital, alertam para um comunicado “cauteloso”, dado o IPCA projetado em 4,8% e as expectativas desancoradas.
Historicamente, recuos lentos da Selic tendem a aliviar as taxas de CDBs e crédito consignado com defasagem de 30 a 60 dias. Já o Tesouro Selic, balizado pela remuneração diária, sente o impacto quase imediato, reduzindo o carrego, mas ainda oferecendo retorno real positivo frente à inflação. Para acompanhar as atas e os votos do colegiado, consulte o Banco Central do Brasil.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central