Impasse geopolítico reacende alerta sobre combustíveis e inflação
Mercado internacional de petróleo – Na madrugada desta segunda-feira (11) na Ásia, as cotações do Brent voltaram a subir assim que a Casa Branca rejeitou a resposta do Irã ao plano de paz e Teerã renovou ameaças de bloquear o Estreito de Ormuz, rota de 20% do óleo global.
- Em resumo: Brent para julho +2,69%, a US$104,01; WTI +2,54%, a US$97,84.
Tensão no Estreito de Ormuz acende rally das commodities
Analistas lembram que qualquer ruído no corredor marítimo persa costuma adicionar prêmios de risco imediatos à curva futura do petróleo. De acordo com dados da Reuters, a região concentra exportações de Arábia Saudita, Emirados e Kuwait, tornando-se termômetro para fundos de energia.
“O Brent, referência internacional para entrega em julho, subiu 2,69%, para 104,01 dólares por barril”, destaca o boletim de abertura da sessão asiática.
Consequências para inflação e política de preços no Brasil
A nova rodada de alta reforça a pressão sobre a cadeia de combustíveis, item com peso relevante no IPCA. Para efeito de comparação, o barril ficou abaixo de US$75 em dezembro; desde então, a valorização supera 38%, exigindo atenção do Banco Central quanto às expectativas inflacionárias.
Nas distribuidoras, cada variação de 1 dólar no Brent costuma refletir em cerca de R$0,02 por litro na bomba, segundo cálculo de consultorias do setor. A Petrobras, que observa a paridade internacional, pode ser levada a revisar tabelas caso o Brent consolide preços acima de US$100 por período prolongado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images via BBC