Como evitar que a dívida vire uma bola de neve e comprometa o orçamento
Banco Central do Brasil — Dados divulgados recentemente apontam que o atraso superior a 90 dias nas contas já afeta mais de 30% das famílias, elevando o custo médio do crédito e pressionando o orçamento doméstico.
- Em resumo: Renegociar dívidas caras e alongar prazos reduz o juro efetivo e devolve fôlego ao caixa da família.
Priorize dívidas caras antes que os juros rotativos explodam
O rotativo do cartão, por exemplo, cobra hoje juros próximos de 445% ao ano, segundo dados do Banco Central. Por isso, quitar ou transferir esses saldos para linhas mais baratas, como o consignado, costuma ser o primeiro passo de uma estratégia eficiente.
“Ter dívidas faz parte da vida financeira da maioria das pessoas. O problema começa quando elas deixam de ser pagas e viram inadimplência”, explica o g1 Explica.
Renegociação: alongar prazo e trocar garantia faz diferença
Bancos têm programas sazonais de renegociação com descontos nas multas e redução de juros. Além disso, algumas instituições permitem migrar a dívida para o crédito com garantia — modalidade em que um bem (carro ou imóvel) serve de lastro, derrubando a taxa para menos de 20% ao ano.
Historicamente, períodos de inadimplência elevada forçam o sistema financeiro a ofertar condições especiais. Em 2023, por exemplo, a “Semana Limpa Nome” da Serasa movimentou R$ 32 bilhões em acordos, sinalizando que as portas de negociação continuam abertas até para quem está com o CPF restrito.
Como isso afeta o seu bolso? Cada ponto percentual a menos no juro representa economia direta no valor final pago. Para entender outras medidas que ajudam a equilibrar as contas, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil