Oferta extra de gás via Rota 3 chega quando o barril dispara por conta da guerra no Irã
Petrobras – A companhia colocou a plataforma P-79 para produzir no Campo de Búzios em 1º de maio, três meses antes do cronograma oficial, segundo transmissão feita pela Record. O reforço adiciona petróleo e gás em meio à escalada dos preços globais.
- Em resumo: P-79 agrega 180 mil barris de óleo e 3 milhões m³ de gás/dia, elevando a produção do campo a 1,33 milhão de barris diários.
Capacidade recorde turbinará receita da estatal
Com compressor de 7,2 milhões m³/dia, o novo FPSO amplia a folga de caixa da estatal justamente quando o Brent já supera US$ 100, de acordo com dados da Reuters. Esse fôlego financeiro pode reforçar dividendos e acelerar o plano de instalar mais quatro plataformas no ativo.
“A P-79 é a oitava unidade em Búzios e consolida produção de 1,33 milhão de barris por dia”, informou a Petrobras em nota.
Choque do petróleo pressiona combustíveis no Brasil
O arranque da P-79 ocorre enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz, após a ofensiva de 28 de fevereiro no Irã, restringe cerca de 20% do fluxo mundial de óleo. Esse gargalo reforça a volatilidade dos derivados que o Brasil ainda precisa importar – 30% do diesel consumido vem de fora.
Ao ampliar a oferta nacional e exportar gás pelo duto Rota 3, a plataforma ajuda a mitigar pressões inflacionárias internas. Desde a descoberta em 2010, Búzios evoluiu de zero a recordes superiores a 1 milhão de barris/dia; agora, a meta oficial é autossuficiência plena em diesel nos próximos cinco anos.
Como isso afeta o seu bolso? Mais produção local reduz a dependência de importações e pode frear picos de preço nas bombas. Para mais análises sobre petróleo e política energética, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Petrobras