Pressão militar dos EUA eleva custo do petróleo e coloca mercado em alerta
Departamento de Defesa dos EUA — O bloqueio a navios iranianos no Golfo de Omã já subtraiu US$ 4,8 bilhões das receitas de Teerã, segundo estimativas oficiais divulgadas recentemente. A restrição, iniciada em 13 de abril, ocorre numa das rotas que concentra 20% do petróleo mundial e intensifica a volatilidade das cotações.
- Em resumo: choque de oferta eleva o Brent a US$ 109,12 e reforça risco de alta na bomba.
Brent disparado: por que o barril acima de US$ 100 assusta
Desde o início do conflito, o preço do Brent já avança mais de 50%, superando a marca psicológica de US$ 100. A Reuters destaca que, historicamente, cada variação de 10% no barril adiciona até 0,3 ponto percentual à inflação global.
O petróleo responde por cerca de 10% a 15% do Produto Interno Bruto iraniano, tornando a receita do setor vital para o regime de Teerã.
Impacto fiscal e no bolso do consumidor
O Brasil ainda importa aproximadamente 20% do diesel que consome. Se o Brent permanecer em três dígitos, a defasagem nos preços internos aumenta, pressionando distribuidoras e ampliando a probabilidade de repasse às bombas. Em 2022, situação semelhante resultou em reajustes mensais de até 15% na gasolina.
Além disso, governos que subsidiam combustíveis veem seus déficits crescerem. Países emergentes podem ser forçados a rever alíquotas de impostos para conter o repasse—movimento que afeta diretamente o poder de compra das famílias e a margem das empresas de transporte.
Como isso afeta o seu bolso? Se a escalada persistir, cada R$ 0,10 no litro da gasolina representa cerca de R$ 5 a mais para encher um tanque de 50 L. Para aprofundar a análise sobre geopolítica e preços de energia, acesse nossa editoria especializada.
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