Venda online sem rastreabilidade expõe varejo e investidores a multas pesadas
Abrafarma — associação que representa as grandes redes de farmácias — voltou a pressionar, recentemente, por normas que obriguem marketplaces a responder legal e financeiramente por medicamentos vendidos sem registro ou prescrição.
- Em resumo: plataformas embolsam comissões, mas podem arcar com indenizações milionárias se a lei avançar.
Plataformas querem o bônus, mas recusam o ônus regulatório
Hoje, gigantes do e-commerce operam logística, pagamento e publicidade, porém alegam que a responsabilidade final é do vendedor. A postura contrasta com modelos como o da Amazon Pharmacy nos EUA, que valida receitas e integra farmacêuticos licenciados, segundo dados compilados pela Reuters.
“Irresponsabilidade é criar um ambiente em que se vende qualquer coisa, por qualquer pessoa, com qualquer promessa, e depois afirmar que a plataforma nada tem a ver com aquilo.” — artigo de Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma
Legislação avança e pode mexer com margens do e-commerce
A Lei nº 15.357/2026 já exige que farmácias online mantenham licença sanitária e farmacêutico responsável. Caso o mesmo nível de controle seja estendido aos marketplaces, o custo de compliance deve subir, comprimindo margens de intermediação e afetando projeções de receita do setor.
Como isso afeta o seu bolso? Se a regra pegar, ações de varejistas digitais podem sentir o peso de multas, recalls e investimentos extras em rastreabilidade. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Abrafarma