Levantamento contrasta percepção negativa com inflação controlada e PIB em alta
Quaest Consultoria e Pesquisas — O mais recente pulso de opinião da empresa, divulgado em 13 de maio, indica que a maioria dos brasileiros continua descrente da trajetória econômica do país sob o governo Lula, ainda que indicadores como inflação, câmbio e desemprego mostrem acomodação.
- Em resumo: 53% dizem que o Brasil está na direção errada, contra 40% que veem curso positivo.
Sentimento de pessimismo pode frear consumo e crédito
O termômetro de humor captado pela Quaest chega num momento em que o índice oficial de inflação (IPCA) roda abaixo de 4% ao ano e o mercado projeta crescimento de 2,1% para o PIB em 2024, segundo o Focus compilado pelo Banco Central e repercutido pela Reuters. Mesmo assim, a percepção de “rumo errado” tende a reduzir propensão ao consumo, elemento central para a máquina da economia doméstica.
“Quando a confiança do consumidor cai, há um efeito inercial sobre decisões de compra, ainda que as variáveis clássicas — renda, emprego e juros — mostrem melhora”, aponta a nota técnica da própria pesquisa.
Por que o dado importa para o investidor e para o governo
A literatura econômica mostra que choques de confiança respondem por até 30% da variação do PIB em países emergentes, de acordo com estudos do FMI. No Brasil, o Índice de Confiança do Consumidor da FGV esteve, em média, 6 pontos abaixo da média histórica nos últimos 12 meses. Se essa tendência persistir, varejistas podem rever projeções de vendas para o segundo semestre, e o Comitê de Política Monetária (Copom) encontrará espaço mais restrito para cortes adicionais na Selic.
Como isso afeta o seu bolso? Menor otimismo geralmente encarece prazos e limites de crédito, pressionando o custo final de financiamentos. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Quaest