Alimentos e medicamentos puxam a alta, mas resultado ficou aquém do consenso
IBGE – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,67% em abril, ligeiramente abaixo dos 0,69% projetados pelos analistas, sinalizando alívio pontual para as expectativas de inflação.
- Em resumo: Alimentos subiram 1,34% e responderam por quase metade do índice mensal.
Alívio moderado reacende debate sobre corte de juros
Com a variação acumulada de 4,39% em 12 meses, o indicador segue dentro do intervalo de tolerância da meta de 3% perseguida pelo Banco Central. A surpresa positiva, ainda que pequena, pode influenciar as apostas de mercado para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, segundo análise da Reuters.
“Alguns alimentos apresentam restrição de oferta, o que provoca aumento nos preços. No caso do leite, o clima mais seco eleva custos”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.
Pressão no carrinho de supermercado e na farmácia
Além das altas expressivas de cenoura (26,63%) e leite longa vida (13,66%), medicamentos sentiram o reajuste autorizado de até 3,81% a partir de 1º de abril. Historicamente, choques em alimentos tendem a dissipar no segundo semestre, mas produtos farmacêuticos costumam manter preços elevados por mais tempo, criando um piso para a inflação de serviços.
Como isso afeta o seu bolso? Se a trajetória de preços continuar benigna, os juros podem cair mais rápido, reduzindo o custo do crédito e aliviando dívidas. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / IBGE