Fungos de alto valor agregam prêmio e elevam margens na fazenda
Selo Arte – Reconhecido recentemente, o certificado libera a comercialização interestadual dos queijos maturados em caverna subterrânea na fazenda de João Vicente Borges, em Guapó (GO), potencializando o giro de caixa do negócio.
- Em resumo: 2 mil unidades vendidas por mês e até 8 mil peças estocadas com valor agregado pela maturação natural.
Do subsolo ao caixa: caverna vira diferencial de preço
Construída a 5 metros de profundidade, a caverna mantém umidade próxima de 80% e temperatura de 14 °C a 16 °C, ambiente que favorece fungos como o penicillium roqueforti. Essa combinação permite elevar o tíquete médio dos nove rótulos produzidos, estratégia alinhada ao avanço anual de 12% no segmento de queijos especiais, conforme levantamento da Reuters.
“Todos os nossos queijos já foram premiados, muitos deles mais de uma vez. Isso mostra que conseguimos manter a qualidade da produção.” – João Vicente Borges
Escalabilidade e certificações: as próximas etapas do negócio
Com produção diária de 600 litros de leite de vacas pardo-suíço e holandesa, a propriedade aposta em receitas como o queijo na cerveja e o Foguinho, flambado no whisky, para diferenciar portfólio e mitigar concorrência de lácteos industrializados. Segundo o IBGE, o consumo per capita de queijo no Brasil gira em torno de 5 kg por ano, espaço que a vertical de produtos premium tenta capturar.
Como isso afeta o seu bolso? Margens maiores em laticínios artesanais podem inspirar pequenos produtores a diversificar renda e investidores a olhar o agro gourmet como ativo defensivo contra volatilidade de commodities. Para mais detalhes sobre tendências no campo e no mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Fazenda João Vicente Borges