Estratégia mira receita recorrente e fidelização de bancos e fintechs
Visa oficializou, recentemente, a promoção de Romina Seltzer ao cargo de líder de Serviços de Valor Agregado (VAS) para América Latina e Caribe, área que concentra produtos de alto ticket para emissores, adquirentes e varejistas.
- Em resumo: portfólio de 250 soluções – de emissão a risco – passa a responder diretamente à executiva de 25 anos de casa.
Por que a Visa acelera o VAS agora?
Com a margem das tarifas de intercâmbio cada vez mais pressionada, gigantes de pagamentos têm buscado novas fontes de receita. Dados compilados pela Reuters mostram que serviços além da transação já representam cerca de um terço do faturamento global da companhia.
“Os serviços de valor agregado são um dos principais motores de crescimento da Visa e fundamentais para diferenciar nossa rede”, destacou Nuno Lopes Alves, presidente regional da empresa.
Impacto para bancos, fintechs e consumidores
Na prática, a divisão comandada por Seltzer reúne ferramentas de tokenização, score de risco, consultoria de dados e soluções antifraude. Isso permite que instituições financeiras reduzam perdas e lancem produtos digitais com prazos mais curtos.
Segundo o Banco Central, as transações com cartões no Brasil crescem em ritmo de dois dígitos ano a ano, impulsionando a demanda por camadas extras de segurança e analytics. A nova liderança sinaliza que a Visa pretende capturar essa expansão oferecendo pacotes completos, em vez de apenas processar pagamentos.
Como isso afeta o seu bolso? Produtos mais seguros e personalizados tendem a chegar mais rápido às carteiras digitais — mas também podem vir acompanhados de tarifas extras embutidas pelos bancos. Para acompanhar todas as movimentações do setor, acesse nossa editoria de tecnologia financeira.
Crédito da imagem: Divulgação / Visa