Liquidez recorde aciona alerta de gestores sobre exposição mínima ao BTC
CME Group – Durante a Digital Assets Conference, realizada em Nova York, executivos revelaram que a entrada de ETFs de Bitcoin à vista capturou 7% de toda a criptomoeda em circulação, pressionando gestores a incluírem o ativo em qualquer portfólio que se pretenda competitivo.
- Em resumo: combinação de ETFs, futuros e uso como colateral já concentram mais de 20% do BTC nas mãos de instituições.
Infraestrutura regulada vira ponto de não-retorno
Segundo Cactus Raazi, CEO das Américas da B2C2, o debate institucional deixou de ser “vale a pena?” e passou a “qual o peso adequado?”. Para ele, a liquidez diária entre US$ 30 bi e US$ 50 bi e a possibilidade de arbitragem entre futuros e ETFs colocaram o Bitcoin no mesmo radar de commodities clássicas. Dados da Reuters reforçam que volumes de derivativos já triplicam os negociados em ETFs e mercado à vista combinados.
“A história realmente mudou. Não é mais um ativo especulativo”, destacou Giovanni Vicioso, diretor de produtos de renda variável e alternativos do CME Group.
Por que gestores falam em porcentagem mínima obrigatória?
O limite finito de 21 milhões de moedas, somado ao halving previsto para 2024, aumenta a disputa por oferta – já reduzida em mais de 14% pelas tesourarias de empresas e governos, além dos 7% dos ETFs. Historicamente, ciclos de halving reduziram a emissão de novos BTC em 50%, movimento que precedeu valorizações expressivas. Para portfólios diversificados, mesmo uma fatia de 1% a 3% já impacta o índice de Sharpe, apontam estudos da Universidade de Harvard.
Como isso afeta o seu bolso? A cada novo veículo regulado, o acesso fica mais simples e o preço tende a acompanhar a maior demanda. Você já decidiu qual espaço o Bitcoin terá na sua carteira? Para aprofundar estratégias de alocação inteligente, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Mercado Bitcoin