Integração físico-digital vira arma contra o caixa negativo
Americanas (AMER3) – No balanço do 1T26, a companhia reportou prejuízo de R$ 329 milhões, 34% menor que no mesmo período de 2025, após acelerar o modelo que faz do ponto de venda um hub logístico para o e-commerce.
- Em resumo: vendas em mesmas lojas saltaram 22,2% e o segmento O2O já cobre 12 km na Grande São Paulo.
Vendas O2O crescem e ampliam raio de entrega
O avanço da operação “online to offline” — que permite comprar no app e retirar em até 40 minutos — foi o principal vetor de melhoria, segundo o CEO Fernando Soares. A estratégia deve chegar a todo o Estado de São Paulo no 2º semestre, reforçando o compromisso de elevar o digital a 15% da receita física. Dados de agência Reuters mostram que o formato encurtou prazos de entrega do setor varejista em até 30% nos últimos dois anos.
“Estruturamos um digital que serve à loja; cada unidade passa a funcionar como mini centro de distribuição”, destacou Tiago Abate, vice-presidente de Consumer & Growth.
Desinvestimentos aliviam caixa e preparam nova fase
Além da integração tecnológica, a Americanas vendeu dez unidades deficitárias da Natural da Terra por cerca de 3,3% do preço pago em 2021. O movimento faz parte de um programa de desinvestimentos que deve seguir com outras lojas no Rio de Janeiro e três unidades superavitárias em São Paulo.
Historicamente, cortes de ativos não estratégicos costumam liberar capital para reforçar capital de giro — prática observada em 2023 por concorrentes como Magazine Luiza e Via. Analistas lembram que cada ponto percentual de redução em despesa operacional pode acrescentar até R$ 150 milhões ao Ebitda anualizado nesse tipo de operação de grande escala.
Como isso afeta o seu bolso? Menos prejuízo significa maior fôlego para promoções, prazos e cashback, fatores que tendem a pressionar preços no varejo físico e online. Para acompanhar desdobramentos do setor, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters