Reaproximação reforça bancada evangélica e preocupa investidores atentos às reformas
Assembleia de Deus Vitória em Cristo – Ao participar de culto na Penha, Rio, no último domingo (3), o senador Flávio Bolsonaro selou publicamente a paz com o pastor Silas Malafaia, líder influente entre parlamentares evangélicos. O gesto ocorre em meio a discussões no Congresso que afetam diretamente o ambiente de negócios.
- Em resumo: União política amplia chance de votação de pautas econômicas vistas como pró-mercado.
Por que a trégua interessa ao mercado
A bancada evangélica, apoiada por Malafaia, soma mais de 130 deputados e 15 senadores, blocos capazes de virar votos em propostas fiscais ou de privatização. Segundo levantamento da Reuters, o grupo foi decisivo para aprovar ajustes no teto de gastos em 2023. Reaproximar-se desse eleitorado amplia o cacife de Flávio nas negociações que poderão destravar, por exemplo, a nova regra de arcabouço fiscal ainda este semestre.
“O pastor não traria ninguém para dentro da igreja se não estivesse pacificado”, afirmou o senador Bruno Bonetti (PL-RJ).
Impacto imediato e cenário adiante
Historicamente, cada ponto de confiança adicional na base do governo ou da oposição se reflete no risco-país: após a votação da PEC dos Benefícios em 2022, o CDS de 5 anos recuou 14 pontos. Uma sinalização de coesão no campo conservador pode reduzir a volatilidade legislativa e favorecer ativos ligados a concessões e infraestrutura, áreas defendidas pela ala liberal do PL.
Como isso afeta o seu bolso? Menos ruído político costuma baratear o dólar e os juros futuros, influenciando o custo do crédito e o rendimento de investimentos prefixados. Para acompanhar cada movimento da cena econômica, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS