Sustentabilidade deixa de ser opcional e vira item de planilha de custos
Reino Unido e Holanda – Em decisão recente, os dois países proibiram fachadas totalmente lisas e passaram a exigir “Swift Bricks”, blocos ocos que funcionam como ninho de aves, em todos os novos empreendimentos residenciais. A mudança empurra construtoras a rever cronogramas e margens para evitar multas que podem travar a emissão do habite-se.
- Em resumo: cada falta de tijolo-eco pode gerar penalidade e atrasar a entrega das obras.
Custo ambiental que vira linha de despesa no CAPEX
Segundo estimativas divulgadas por Bloomberg, o acréscimo material por unidade é considerado “baixo”, mas o impacto aparece no retrabalho de plantas, treinamento de mão de obra e consultoria de biodiversidade.
“As novas fachadas devem conter cavidades a pelo menos 5 m de altura, posicionadas em faces sombreadas, ou o projeto será reprovado”, determinam os conselhos municipais britânicos citados na lei.
Por que o investidor imobiliário deve acompanhar a tendência
A exigência europeia dialoga com selos ESG cada vez mais valorizados por fundos globais. Empreendimentos que já incorporam a solução tendem a obter descontos em financiamentos verdes e acesso facilitado a linhas de crédito sustentáveis oferecidas por bancos multilaterais.
Como isso afeta o seu bolso? Obras que não se adaptarem podem receber sobretaxas ambientais, repassadas ao comprador final no valor das parcelas. Para mais detalhes sobre normas que influenciam o mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Monitor do Mercado