Indicador do IBGE reforça aquecimento do mercado de trabalho e pressiona expectativas salariais
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — A PNAD Contínua do 1º trimestre de 2026 confirma que a procura por emprego está mais rápida e que a massa de rendimento real alcançou R$ 374,8 bilhões, a maior da série histórica, o que já repercute em negociações salariais e no consumo das famílias.
- Em resumo: duração da busca de vagas de dois anos ou mais caiu 21,7% em doze meses.
Busca por vagas encolhe em todas as faixas de tempo
O recuo foi generalizado: quedas de 14,7% (menos de um mês) a 9,0% (entre um e dois anos), segundo tabela divulgada pelo IBGE. Economistas enxergam nessa tendência um sinal de mercado aquecido mesmo sob juros ainda elevados.
“Quem perde o vínculo CLT encontra recolocação como autônomo com rapidez inédita, graças à chamada uberização”, observa Vitor Hugo Miro, pesquisador do FGV/Ibre, citando o avanço de plataformas de serviços.
Massa salarial recorde amplia poder de compra, mas acende alerta de inflação
O patamar de R$ 374,8 bilhões supera – em termos reais – todos os trimestres desde o início da PNAD Contínua, em 2012. Para analistas ouvidos pela Reuters, isso se soma a reajustes acima da inflação em categorias organizadas, num momento em que a Selic segue em dois dígitos.
Como isso afeta o seu bolso? Salários maiores e menor tempo de desemprego elevam o consumo e podem pressionar preços. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério do Trabalho