Regra aprovada em comitê renova corrida por ativos digitais em plena volatilidade
Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos – A aprovação da chamada Lei Clarity, que cria parâmetros federais para o setor cripto, impulsionou o Bitcoin a US$ 81.488 (cerca de R$ 406,4 mil) na tarde desta quinta-feira, revertendo a queda que dominava as primeiras horas do dia.
- Em resumo: avanço legislativo disparou o BTC em 3% e reaqueceu expectativas de entrada de grandes fundos.
Regulação definida atrai capital? Mercado aposta que sim
O texto recebeu apoio integral dos senadores republicanos e de dois democratas, sinalizando um raro consenso bipartidário. A movimentação ocorre num momento em que gestoras globais monitoram sinais regulatórios antes de ampliar posição em criptoativos, segundo dados compilados pela Reuters.
“Clareza regulatória é pré-requisito para entrada de capital institucional; o ganho para Bitcoin e altcoins é enorme”, destaca Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin.
Próxima parada: plenário do Senado e possível efeito cascata
Agora, a proposta precisa de pelo menos 60 votos no plenário para seguir à Câmara dos Representantes. Em votações anteriores, matérias sobre cripto esbarraram em disputas sobre ética política e transparência de transações, mas analistas lembram que, desde o europeu MiCA em 2023, congressos mundo afora aceleraram a formulação de marcos legais para não perder competitividade.
Nos EUA, o último grande referencial foi o GENIUS Act de 2022, que já havia esboçado classificação de tokens. A Lei Clarity aprofunda essa trilha ao definir o que é commodity, valor mobiliário ou stablecoin — ponto chave para que gestores de pensão e seguradoras possam aplicar recursos sem risco jurídico elevado.
Como isso afeta o seu bolso? Mais segurança regulatória tende a reduzir a percepção de risco e, potencialmente, impactar preços de entrada e spreads de corretagem. Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Senate Banking Committee