Gigantes de Wall Street entram no negócio com a promessa de transformar capital via blockchain
Circle – A emissora da stablecoin USDC confirmou, na última segunda-feira, a captação de US$ 222 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) na pré-venda do token Arc, cravando uma avaliação de mercado de US$ 3 bilhões para a nova blockchain e reacendendo a discussão sobre como empresas abertas podem captar recursos sem depender apenas de ações tradicionais.
- Em resumo: leilão movimentou R$ 1 bilhão em poucas horas e contou com Andreessen Horowitz, BlackRock e Apollo Funds.
Por que Andreessen Horowitz e BlackRock apostaram na Arc
O aporte foi liderado pela venture capital Andreessen Horowitz, que injetou US$ 75 milhões, com adesão de gestoras que somam mais de US$ 10 trilhões em ativos. Segundo dados compilados pela Reuters, fundos tradicionais vêm direcionando até 3% de seus portfólios a projetos que unem compliance regulatório e tecnologias de prova de participação.
“A Arc descreve como um ativo de coordenação nativo pode sustentar governança, segurança e operações de rede”, diz o whitepaper publicado pela Circle.
Além do sistema modular de privacidade (provas de conhecimento zero, MPC e TEEs), o desenho econômico reserva 60% dos 10 bilhões de tokens para quem construir ou utilizar aplicações na rede, estratégia que turbina a adoção inicial ao mesmo tempo em que cria incentivo financeiro direto.
Tokenização muda a lógica de abertura de capital
A pré-venda marca a primeira vez que uma companhia listada recorre a distribuição de tokens para levantar recursos, sinalizando caminho alternativo às ofertas públicas de ações (IPOs). De acordo com o Banco Central do Brasil, o volume tokenizado de ativos pode chegar a R$ 1 trilhão no país até 2030 se a tendência global se confirmar.
Para o investidor, o movimento traz duas implicações imediatas: maior liquidez 24/7 e possibilidade de fracionar participações, reduzindo o tíquete de entrada. Por outro lado, o modelo reforça a necessidade de entender governança on-chain, pois direitos de voto e distribuição de dividendos passam a ser definidos por contratos inteligentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / Circle