Disputa entre corretoras e bancos esquenta antes do veredito
Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos — na próxima quinta-feira, 14 de março, os senadores retomam a votação da Lei Clarity, proposta que cria um marco federal para criptomoedas e promete mexer diretamente com as receitas geradas por stablecoins.
- Em resumo: Se o texto avançar, corretoras e bancos terão regras únicas para remunerar stablecoins — tema que travou a primeira tentativa de votação em janeiro.
Stablecoins no centro do embate regulatório
A retirada de apoio da Coinbase em janeiro expôs o ponto mais sensível da pauta: o tratamento tributário e contábil das recompensas pagas a quem mantém stablecoins. Segundo reportagem da Reuters, representantes do setor bancário ainda julgam as mudanças “insuficientes”, mesmo após novas emendas apresentadas por dois senadores influentes na última semana.
“A sessão marca uma segunda tentativa do comitê de realizar a votação.” — trechos da agenda oficial do Senado.
Se aprovado, o texto precisará ser conciliado com a versão que já passou pelo Comitê de Agricultura, etapa obrigatória antes de ir ao plenário. Lá, serão necessários 60 votos para que o projeto siga à Câmara dos Representantes.
Próximos passos e impacto para investidores
O mercado acompanha de perto: a falta de padronização federal obriga hoje empresas de cripto a lidar com 50 reguladores estaduais diferentes — cenário herdado desde 2014, quando o IRS classificou bitcoin como “propriedade”. A Lei Clarity unificaria supervisão e poderia, na prática, reduzir custos operacionais, ampliar a oferta de produtos e pressionar taxas cobradas de clientes.
Como isso afeta o seu bolso? Regras claras tendem a aumentar competição e, potencialmente, diminuir spreads e tarifas sobre transações digitais. Para acompanhar todas as movimentações do universo cripto, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Senado dos EUA