Perda bilionária evitada por pouco eleva pressão sobre segurança bancária
Banco do Nordeste (BNB) divulgou recentemente o balanço do 1º trimestre de 2026 com um “item não recorrente” de R$ 146,6 milhões, valor ligado ao ataque hacker que obrigou a instituição a suspender o Pix em 26 de janeiro.
- Em resumo: invasores exploraram falha em prestador de TI e drenaram R$ 146,6 mi de conta bolsão usada para liquidações.
Falha expõe fragilidade de provedores terceirizados
O incidente, classificado como “segurança cibernética”, reforça a preocupação do mercado após ao menos 12 ataques ao ecossistema do Pix só nos quatro primeiros meses de 2026, segundo levantamento citado pelo Banco Central do Brasil.
“São valores que não têm relação direta com os números resultantes das operações da empresa e, por este motivo, tendem a não se repetir no futuro”, destaca o relatório do BNB.
BC aperta regras; custos podem subir para todo o sistema
Desde 2025 o regulador vem endurecendo exigências de auditoria, exclusão de chaves inativas e certificações para PSTIs, os provedores que conectam as instituições à RSFN. A Resolução 559 elevou multas e prazos de reporte, pressionando bancos a investir em camadas adicionais de monitoramento.
Historicamente, ataques de grande vulto levam a aumento de provisões e gastos com tecnologia — em 2023, o setor destinou 9,4% da receita a segurança, segundo dados da Febraban. Analistas temem que o novo patamar de risco se traduza em tarifas mais altas ou redução de margem, sobretudo em bancos regionais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco do Nordeste