Menos perda que em 2025, porém longe do lucro que o mercado precificava
CSN – A siderúrgica divulgou recentemente seu balanço do 1T26 apontando prejuízo líquido de R$ 555 milhões, valor que contrariou a projeção de lucro e acendeu sinal amarelo nos papéis CSNA3.
- Em resumo: prejuízo recua 24% em 12 meses, mas alavancagem segue em 3,36x e receita cai 2,8%.
Expectativa frustrada pressiona CSNA3, mesmo com Ebitda em linha
Embora o Ebitda ajustado tenha avançado 5,5%, para R$ 2,6 bilhões, o mercado esperava ganho líquido de R$ 642 milhões, segundo dados da Reuters. A frustração ampliou a cautela dos investidores na B3, sobretudo diante da volatilidade global do aço e do minério de ferro.
“A receita líquida somou R$ 10,6 bilhões entre janeiro e março, em linha com as estimativas de analistas, mas insuficiente para reverter o prejuízo”, destaca o relatório da companhia.
Ciclo do aço, câmbio e dívida: o tripé que preocupa o mercado
Historicamente, a rentabilidade da siderurgia brasileira oscila conforme o preço internacional do aço e do minério. Em 2024, o índice de preços do aço acumulou queda superior a 15%, fator que ainda contamina 2026. Ao mesmo tempo, o dólar acima de R$ 5 ajuda a receita de exportação, mas encarece parte da dívida atrelada à moeda norte-americana.
Como isso afeta o seu bolso? O resultado fraco reduz a probabilidade de dividendos robustos em 2026 e pode aumentar a aversão a risco no setor de metais. Para acompanhar análises atualizadas de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters