Crescimento meteórico obriga regulador a blindar o sistema contra lavagem de dinheiro
Banco Central – Em audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara em 12/5, a autarquia alertou que a digitalização bancária abriu caminho para o crime organizado infiltrar-se em contas de fintechs, ameaçando a credibilidade do mercado e o dinheiro dos usuários.
- Em resumo: número de Instituições de Pagamento saltou de 30 para 255 desde 2020, atraindo quadrilhas que exploram “contas bolsão”.
Expansão recorde eleva risco em “contas bolsão” e “contas ônibus”
O chefe da Divisão de Supervisão do BC, Alvaro Lima Freitas Junior, detalhou que as Instituições de Pagamento cresceram 750% e as Sociedades de Crédito Direto avançaram de 31 para 145 no mesmo período, superando até bancos múltiplos em número. Segundo o executivo, fragilidades em controles de lavagem de dinheiro tornam as “contas bolsão” alvos preferenciais para ocultar titulares.
“Esperamos que apenas pessoas de elevada reputação consigam autorização, mas mesmo instituições regulares podem ser cooptadas pelo crime”, alertou Freitas.
Troca de dados e prazos apertados: qual o impacto no seu bolso?
O BC exige KYC robusto, avaliações internas de risco e monitoramento transacional. Ainda assim, as instituições enviam mais de 1,6 milhão de alertas suspeitos ao Coaf por ano, além de 4,2 milhões de avisos sobre saques acima de R$ 50 mil. A autarquia estuda flexibilizar sigilo bancário e fiscal para acelerar cruzamento de informações com Receita Federal, enquanto cumpre o prazo legal de 360 dias para novos pedidos de licença.
Como isso afeta o seu bolso? Mais rigor regulatório pode encarecer o compliance das fintechs e, consequentemente, o custo dos serviços digitais. Para acompanhar outras mudanças que mexem com o seu dinheiro, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central