Passo a passo para não perder isenções e quitar tributos corretamente
Receita Federal — À medida que o prazo de entrega do Imposto de Renda 2026 avança, investidores que descuidam da ficha de Bens e Direitos podem pagar até 20% a mais de imposto ou cair na malha fina, comprometendo o fluxo de caixa pessoal.
- Em resumo: declarações erradas em poupança, renda fixa e ações podem elevar a alíquota a 20% e gerar multa de 75% sobre o imposto devido.
Poupança e títulos isentos: onde informar sem erro
Aplicações como caderneta de poupança, LCI, LCA, CRI e CRA continuam isentas, mas o saldo deve constar na ficha de Bens e Direitos. Segundo o Ministério da Fazenda, omissões em rendimentos isentos lideram autuações no segmento pessoa física.
“Para rendimentos isentos, acesse a ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, clique em ‘novo’, selecione ‘rendimentos de caderneta de poupança’, inclua CNPJ da fonte e valor total”, orienta o professor Luiz Carlos Benner, da PUC-PR.
Ações, ETFs e a alíquota que pode chegar a 20%
Em renda variável, o Fisco exige o custo de aquisição de cada ativo. Lucros mensais até R$ 20 mil em vendas de ações continuam livres de IR; acima disso, a alíquota é de 15%, subindo a 20% em day trade. Dividendos vão na ficha de rendimentos isentos, enquanto juros sobre capital próprio ficam em “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”.
Como isso afeta o seu bolso? Erros comuns, como declarar o valor de mercado em vez do custo de compra, inflam artificialmente o patrimônio e podem travar restituições futuras. Para mais orientações sobre declaração de ativos, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil