Stablecoins entram na mira enquanto Senado dos EUA decide futuro cripto
Senado dos Estados Unidos – A votação decisiva do Comitê Bancário, agendada para 14 de março, ganhou contornos dramáticos após parlamentares protocolarem mais de 100 emendas à Lei Clarity, proposta que cria o primeiro arcabouço federal para criptoativos no país.
- Em resumo: texto final pode restringir rendimento de stablecoins, vetar CBDC e enquadrar projetos DeFi.
Stablecoins, CBDC e DeFi: os pontos mais tensos da disputa
O democrata Jack Reed puxou a fila com cerca de 20 mudanças que proíbem recompensas via staking em stablecoins, ecoando o receio de bancos sobre fuga de depósitos. Já o republicano Bill Hagerty quer cravar em lei que o Federal Reserve jamais lance uma CBDC oficial do dólar, tema sensível para quem defende privacidade financeira.
“A seção ‘Responsible Innovation in Decentralized Finance’ determina que qualquer grupo com controle coordenado sobre um protocolo poderá ser regulado como corretora”, diz a emenda de Mark Warner.
Contexto histórico e impacto econômico imediato
Desde 2022, o mercado cripto dos EUA perdeu mais de US$ 2 trilhões em valor de pico, segundo a Bloomberg. A falta de regras claras alimentou ações judiciais da SEC e travou a entrada de capitais institucionais. A Lei Clarity tenta preencher esse vácuo, mas, com tantas emendas, o texto pode nascer mais restritivo que o esperado.
Se aprovada a vedação a juros em stablecoins, plataformas que pagam 4% a 6% ao ano em dólares tokenizados terão de rever modelos de negócio. Bancos, por outro lado, ganhariam terreno para ofertas de contas remuneradas tradicionais, mantendo depósitos dentro do sistema.
Como isso afeta o seu bolso? Investidores globais enxergam o regulador norte-americano como bússola: decisões em Washington tendem a repercutir em órgãos como Banco Central do Brasil e CVM. Para acompanhar cada desdobramento, acesse nossa editoria de Economia e Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Senado dos EUA