Exportações aceleram e resultado surpreende analistas do câmbio
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – Na primeira semana de maio, o Brasil somou superávit comercial de US$ 2,722 bilhões, conforme boletim divulgado em 11 de maio. O desempenho combina embarques de US$ 9,040 bilhões e compras externas de US$ 6,318 bilhões, reforçando expectativas de saldo recorde para 2024.
- Em resumo: vendas externas cresceram 26,9% ante igual período de 2025, puxadas por agropecuária (+38,1%) e indústria de transformação (+36,4%).
Agro e manufaturados puxam a fila; extrativa desacelera
O salto foi garantido, sobretudo, pelo agronegócio, que gerou US$ 2,439 bilhões na semana, e pelos manufaturados, com US$ 4,955 bilhões. Já a indústria extrativa recuou 5,7%, reflexo do preço internacional mais fraco do minério de ferro, segundo levantamento da Reuters.
Até a primeira semana de maio, as exportações cresciam 26,9%, enquanto as importações avançavam 16,1% frente a igual intervalo de 2025, detalha o MDIC.
Impacto macro: dólar, inflação e metas do governo
No acumulado do ano, o superávit chega a US$ 27,504 bilhões – aumento de 34,1% sobre 2025. O MDIC projeta saldo anual de US$ 72,1 bilhões. Historicamente, cada US$ 10 bilhões adicionais de superávit costumam reduzir a pressão de alta sobre o dólar em até R$ 0,05, aliviando custos de importados e, por tabela, o índice de preços ao consumidor.
Bancos consultados pelo Banco Central na última pesquisa Focus já vinham ajustando para baixo suas previsões de câmbio e inflação. Se o ritmo de exportações se mantiver, o BC ganha espaço para cortes graduais na Selic sem pôr em risco o controle inflacionário.
Como isso afeta o seu bolso? Um real mais forte barateia combustíveis e eletrônicos, enquanto juros menores podem destravar crédito e renda fixa. Você acredita que o superávit vai se manter? Para mais análises sobre economia e política, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS