Inflação controlada, mas custo médico-hospitalar ainda puxa despesas empresariais
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – Nos dois primeiros meses de 2026, os planos de saúde coletivos ficaram 9,9% mais caros, ritmo que mesmo sendo o menor em cinco anos continua superando com folga a inflação oficial de 3,81% registrada no mesmo período.
- Em resumo: reajuste de 9,9% equivale a mais que o dobro do IPCA, elevando o gasto fixo de empresas e associações com benefícios.
Por que a conta subiu acima do IPCA?
Segundo a reguladora, o índice reflete não só preços, mas a intensidade de uso dos serviços de saúde. O dado contrasta com o IPCA apurado pelo IBGE, reforçando a diferença entre inflação geral e custo médico-hospitalar.
“O percentual calculado pela ANS considera as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como a frequência de utilização”, explica a agência.
Histórico, fatia de mercado e impacto no fluxo de caixa
Mesmo menor que o pico de 14,13% visto em 2023, o aumento atual pressiona empresas que, geralmente, arcam com 50% a 100% do prêmio mensal. Planos com até 29 vidas tiveram salto de 13,48%, contra 8,71% naquelas carteiras com 30 ou mais beneficiários, onde se concentram 77% dos contratos.
O setor fechou 2025 com receita de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido de R$ 24,4 bilhões – margem de 6,2%, segundo a própria ANS. Com 53 milhões de vínculos ativos em março, o mercado continua crescendo, garantindo poder de barganha às operadoras na negociação dos coletivos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil