Fundo segura dividendos e aumenta munição para surfar ciclo de baixa na Selic
SNAG11 – O Fiagro optou, em março, por distribuir apenas R$ 0,12 por cota, bem abaixo das cifras anteriores, para robustecer o caixa diante de um cenário de juros possivelmente menores nos próximos meses.
- Em resumo: provento encolhe, reserva sobe a R$ 0,15 por cota e o fundo mira compras oportunas no crédito do agronegócio.
Reserva recorde e 130 mil cotistas elevam liquidez
Com o corte nos pagamentos, o colchão financeiro do SNAG11 alcançou R$ 0,15 por cota — combustível extra para aproveitar descontos nos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) caso a Selic recue, movimento monitorado de perto pelo Comitê de Política Monetária.
“Após o pagamento de março, o fundo encerrou o mês com reservas acumuladas de R$ 0,15 por cota, nível considerado adequado para modular futuras distribuições”, destacou o informe gerencial.
O número de investidores também segue em expansão: já são mais de 130 mil cotistas, sétimo avanço mensal consecutivo. A pulverização aumenta a liquidez em bolsa e dilui riscos de concentração.
Juros menores podem turbinar a marcação a mercado
Embora a remuneração média da carteira permaneça em CDI + 3,69% e a inadimplência seja zero, a gestão aposta que um recuo de 0,25 p.p. na Selic — de 14,75% para 14,50% ao ano — pode destravar ganhos de capital na marcação a mercado. Historicamente, títulos indexados ao CDI valorizam quando o rendimento nominal cai, compensando parte da queda nos cupons.
Segundo dados da B3, o patrimônio dos Fiagros saltou de R$ 6 bilhões para quase R$ 16 bilhões em dois anos, puxado pelo apetite por crédito agro, segmento que ainda responde por 25% do PIB brasileiro. Essa evolução cria janelas de recompra que fundos bem capitalizados, como o SNAG11, pretendem aproveitar.
Como isso afeta o seu bolso? Reservas mais robustas reduzem a volatilidade dos rendimentos e podem ampliar o potencial de ganho quando os juros caírem. Para entender outras estratégias de renda passiva, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Suno Notícias