Operação brasileira vira amortecedor em trimestre de margens apertadas
Coca-Cola Femsa – No 1T26, a maior engarrafadora da Coca-Cola na América Latina viu o lucro encolher para 4,34 bi de pesos mexicanos (-15,5% ano a ano), enquanto a receita subiu 1,1%, sustentada sobretudo pelo desempenho no Brasil.
- Em resumo: Brasil entregou alta de 5% na receita, compensando o recuo de margem no México.
Margens encolhem no México, mas América do Sul acelera
O pior aperto de margem no mercado mexicano veio de gastos maiores com marketing, tecnologia e impostos sobre bebidas. Ainda assim, o EBITDA consolidado ficou praticamente estável em 13,4 bi de pesos, graças à América do Sul, onde o EBIT saltou 19% com ganho de 180 p.b. de margem.
“Nossos resultados evidenciam a resiliência do modelo de negócios e a vantagem de um portfólio diversificado”, disse o CEO Ian Craig no balanço.
Brasil consolida status de 2º maior mercado da companhia
Com receita de 21,3 bi de pesos e volumes 3,6% maiores (306 mi de unidades), o Brasil virou o principal amortecedor da Femsa diante de um peso mexicano valorizado que inibiu a conversão de vendas externas. Historicamente, ciclos de consumo mais estáveis no país ajudam a companhia a proteger fluxo de caixa contra oscilações cambiais.
No curto prazo, analistas do BTG Pactual projetam retomada gradual de margem no México e manutenção do crescimento sul-americano, cenário que pode reforçar a política de dividendos da empresa. Dados do Banco Central indicam que o mercado de refrigerantes no Brasil avança 2% ao ano desde 2022, fornecendo terreno adicional para ganho de share.
Como isso afeta o seu bolso? Um mix geográfico mais equilibrado reduz risco operacional e pode sustentar distribuições futuras, ponto de atenção para quem monitora fluxo de dividendos. Para mais leituras sobre movimentos corporativos que impactam o mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Coca-Cola Femsa