Brasil quer levar justiça fiscal às maiores economias do planeta
Ministério da Fazenda – Em Paris para reuniões preparatórias da cúpula do G7, o ministro Dario Durigan manifestou apoio firme a um imposto mínimo global de 2% sobre patrimônios bilionários (acima de US$ 100 milhões), espelhando a reforma aprovada no Brasil em 2025. A proposta, se adotada, pode recalibrar fluxos de capital e abrir espaço fiscal de bilhões de dólares entre as sete maiores economias desenvolvidas.
- Em resumo: Durigan diz ser “o primeiro a topar” inserir a taxação dos ultrarricos na pauta oficial do G7.
Por que a pauta ganha força agora?
O economista Gabriel Zucman, que colabora com a equipe econômica brasileira desde o G20 de 2024, apresentou números que apontam concentração recorde de riqueza: apenas 0,0003% da população mundial detém mais de US$ 100 milhões cada. Segundo levantamento da Reuters, a adoção de um imposto linear de 2% nesse estrato poderia gerar US$ 250 bilhões anuais em receita global.
“Se houver espaço para discutir justiça tributária, sou o primeiro a topar”, reforçou Durigan após o colóquio promovido pela revista Le Grand Continent.
Impacto no Brasil e nos mercados emergentes
A experiência brasileira — alíquota progressiva de até 10% que deve alcançar 142 mil contribuintes — virou vitrine para países como Espanha e Holanda, hoje em debate semelhante. Especialistas veem três efeitos práticos: aumento da previsibilidade fiscal, potencial queda do prêmio de risco soberano e maior capacidade de investimento público em infraestrutura verde.
Como isso afeta o seu bolso? Uma arrecadação mais robusta pode reduzir pressão sobre impostos indiretos e, no médio prazo, suavizar custos de financiamento para empresas e consumidores. Para entender outras mudanças que podem mexer no seu orçamento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Fazenda