Margens blindam o balanço, mas volatilidade cambial pressiona 2026
WEG – A fabricante catarinense iniciou 2026 com lucro líquido de R$ 1,45 bilhão no 1T26, queda de 5,7% ano a ano, mesmo exibindo margens operacionais historicamente altas. O ponto de tensão veio da receita, que encolheu 6,1%, refletindo demanda mais fraca no Brasil e câmbio desfavorável.
- Em resumo: receita doméstica caiu 19,5%, enquanto o exterior cresceu 4,5% e sustentou as margens.
Receita interna despenca; exportação vira salva-vidas
Com a ausência de novos projetos de geração solar centralizada e menor apetite de investimento das indústrias, o faturamento no Brasil perdeu força. Lá fora, setores de óleo e gás e infraestrutura elétrica responderam pela alta de 4,5%, amortecendo o choque, segundo dados da Reuters sobre a demanda global.
“As operações no exterior contribuíram de forma importante para a receita, mesmo em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e volatilidade do comércio internacional”, destacou a companhia no relatório.
Margens históricas reforçam ROIC de 33,1%
Mesmo com custos de cobre em alta e tarifas de importação mais salgadas nos EUA, a margem EBITDA avançou para 22,2%, enquanto a margem líquida bateu 15,4%. Para efeito de comparação, a média setorial no Brasil gira em torno de 12% de ROIC, de acordo com levantamento da B3. O fluxo de caixa operacional somou R$ 1,26 bilhão, reforçando capacidade de investimento: foram R$ 622,2 milhões em CAPEX no trimestre.
Como isso afeta o seu bolso? A resiliência das margens sustenta dividendos, mas a retração de vendas no mercado interno pode limitar a expansão dos lucros se o ciclo industrial não reagir. Para mais detalhes sobre este tema, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / WEG