Fibra óptica e pós-pago reforçam a liderança da Vivo no 1T26
Telefônica Brasil (VIVT3) divulgou recentemente lucro líquido de R$ 1,26 bilhão no 1T26, alta de 19,2% e o melhor primeiro trimestre em dois anos, sinalizando maior pressão competitiva no setor de telecom — e potencial efeito sobre o comportamento das ações na B3.
- Em resumo: receita avança 7,4%, Ebitda sobe 8,9% e capex chega a R$ 2 bilhões, com foco em 5G e rede de fibra.
Investimentos em 5G elevam capex e sustentam a margem
O esforço de R$ 2 bilhões em investimentos — 13,2% da receita — concentrou-se na expansão da rede 5G e no aumento da cobertura de fibra, segundo dados compilados pela Reuters. Esse movimento manteve a companhia na dianteira do mercado móvel e reduziu o churn no segmento de maior valor agregado.
“Crescimento de receitas, expansão do lucro e forte geração de caixa reforçam nossa capacidade de seguir investindo de forma sustentável”, declarou Christian Gebara, CEO da Vivo.
Margem histórica e impacto no fluxo de caixa futuro
Com 117,4 milhões de acessos totais e 31,5 milhões de casas passadas em fibra, a Telefônica mantém a estratégia de migrar clientes de pré-pago para pós-pago — segmento que, historicamente, entrega margens acima de 40% no setor, de acordo com levantamentos da Anatel. Essa transição ajuda a diluir custos fixos, proteger o Ebitda e potencialmente aumentar a distribuição de dividendos, tema caro ao investidor de renda em tempos de juros ainda elevados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Telefônica Brasil