Por que o sedã japonês virou “porto seguro” no mercado de seminovos?
Toyota – Num cenário em que modelos zero km econômicos já ultrapassam os R$ 80 mil, a geração 2015 do Corolla aparece como alternativa de baixo risco patrimonial, preservando o valor de revenda e oferecendo acabamento acima da média, segundo lojistas consultados recentemente.
- Em resumo: unidades entre R$ 75 mil e R$ 88 mil sofrem desvalorização menor que a de compactos novos, segundo cotações da Fipe.
Desempenho estável e manutenção previsível atraem investidores de garagem
Equipado com motores 1.8 de 144 cv ou 2.0 de 154 cv acoplados ao câmbio CVT, o sedã entrega consumo urbano de até 10,6 km/l com gasolina, conforme o INMETRO. No mercado, oficinas especializadas apontam revisões periódicas 20% mais baratas quando comparadas a alemães da mesma faixa de preço. Já a reposição de peças tem ampla oferta, sustentada pela produção local da marca.
“A família Corolla responde por um dos menores índices de depreciação entre sedãs médios, abaixo de 7% ao ano”, destaca relatório mensal da Fenabrave consultado pela reportagem.
Contexto macroeconômico: alta dos juros favorece carros que seguram preço
Com a taxa Selic em 10,75% e crédito automotivo mais caro, muitos consumidores migram para usados com histórico de liquidez. Dados da Reuters mostram que, em 12 meses, o volume de financiamentos de seminovos cresceu 8,4%, enquanto a venda de zero km recuou. O Corolla 2015 surfa exatamente nessa onda: oferta ampla, demanda aquecida e imagem de confiabilidade japonesa.
Como isso afeta o seu bolso? Um veículo que perde pouco valor reduz o custo total de propriedade e ainda pode ser usado como moeda de troca futura. Para mais dicas de alocação eficiente de recursos em bens duráveis, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Toyota