Escalada do petróleo gera nova onda de inflação e sacode Wall Street
Washington Post-ABC News-Ipsos – Pesquisas divulgadas recentemente mostram que a rejeição a Donald Trump atingiu 62% em meio ao conflito com o Irã, nível inédito que vem mexendo com as projeções para o dólar, o barril de Brent e, por consequência, o poder de compra das famílias norte-americanas.
- Em resumo: gasolina já custa 40% mais caro desde o início da guerra, contaminando a inflação de 12 meses, agora em 3,3%.
Brent acima de US$ 108 reacende temor de recessão técnica
Desde que Teerã bloqueou o Estreito de Ormuz, o preço do petróleo monitorado pela Reuters saltou cerca de 50%, ultrapassando US$ 120 em alguns momentos de abril. A disparada alimenta ajustes nas curvas de juros e provoca fuga para ativos considerados porto seguro, elevando o índice DXY e derrubando papéis ligados ao consumo interno.
A pesquisa aponta que “66% dos americanos desaprovam a condução do conflito com o Irã, contra 33% de aprovação”, reflexo direto do repique dos combustíveis e do custo de vida.
Inflação disseminada coloca Fed em encruzilhada de política monetária
Com a alta de 0,9% no CPI de março – o maior ganho mensal desde maio de 2024 – analistas passam a precificar elevação adicional de 25 pontos-base nos Fed Funds, movimento que pode fortalecer ainda mais o dólar ante moedas emergentes e encarecer financiamento corporativo global. Historicamente, cada avanço de US$ 10 no barril adiciona até 0,4 ponto percentual à inflação anual dos EUA, segundo cálculos do Banco Central do Brasil.
Como isso afeta o seu bolso? Se o Brent continuar acima de US$ 100, o repasse para a bomba tende a persistir, comprimindo renda disponível e adiando a retomada do consumo. Para entender outras variáveis que podem mexer com seu orçamento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS