Possível reajuste coloca consumidor e distribuidoras em estado de alerta
Petrobras — A estatal confirmou, em videoconferência com analistas realizada na última terça-feira (12/05), que estuda um aumento “já, já” no preço da gasolina vendida às distribuidoras, de olho na defesa do seu market share frente ao etanol.
- Em resumo: alta pode ocorrer a qualquer momento, mas só virá se não favorecer migração de consumo para o etanol.
Estratégia de preço mira concorrência do etanol
Magda Chambriard, presidente da companhia, sinalizou que o ajuste está praticamente decidido, mas depende da relação de paridade com o biocombustível. Dados da Reuters mostram que, nas últimas duas semanas, o etanol hidratado barateou nas bombas com o avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul.
“Nós estamos tratando disso; vai acontecer já um aumento de preço da gasolina, mas temos de ter certeza de que esse mercado almejado continua nosso.”
Impacto no IPCA e no bolso do motorista
Embora Chambriard não tenha detalhado percentuais, qualquer reajuste na gasolina costuma gerar efeito cascata nos índices de inflação, pois o combustível pesa quase 5% no IPCA e influencia fretes e alimentos. Segundo o Banco Central, cada 1% de alta na gasolina eleva o índice cheio em cerca de 0,04 ponto percentual.
Como isso afeta o seu bolso? Se o repasse chegar integralmente às bombas, encher um tanque de 50 L pode ficar vários reais mais caro — um impacto direto na renda disponível das famílias. Para acompanhar outros movimentos que mexem com seu orçamento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters