Queda de confiança pressiona fintechs a reforçar blindagem digital
Banco Central – Na última terça-feira (12/5), a autoridade monetária divulgou mais um incidente de segurança envolvendo chaves Pix, desta vez sob custódia da Credifit Sociedade de Crédito Direto (SCD). O episódio, que ocorreu entre 26 e 28 de abril, expôs 46 registros cadastrais e eleva para quatro o número de vazamentos comunicados em 2024, acendendo sinal de alerta para consumidores e mercado.
- Em resumo: Falha pontual na Credifit tornou públicas 46 chaves Pix, sem revelar senhas ou saldos.
Nova falha expõe rastros de um sistema sob ataque
Com mais de 650 milhões de chaves cadastradas, o Pix movimenta volumes que superam o cartão de débito, segundo dados consolidados do Banco Central. A frequência de incidentes – 24 desde o lançamento, em novembro de 2020 – indica que, embora pequenas, as brechas ganham relevância proporcional ao tamanho da base de usuários.
“As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos”, reforçou o BC, lembrando que notificações ocorrerão apenas via aplicativo ou internet banking da instituição de relacionamento.
Histórico de vazamentos e o peso no bolso do usuário
Os quatro vazamentos deste ano – Pefisa, Agibank, Ministério Público de Goiás e agora Credifit – somam mais de 33,5 mil chaves expostas. O maior caso da série, entretanto, aconteceu em julho de 2025, quando acessos indevidos ao Sisbajud trouxeram à tona quase 50 milhões de registros.
Para o correntista, a principal ameaça é o uso de dados cadastrais em tentativas de golpes, especialmente phishing e engenharia social. Embora não possibilitem a transferência direta de recursos, esses dados funcionam como “peças de quebra-cabeça” que fraudadores combinam para se passar pelo titular da conta.
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Crédito da imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil