Escalada nas vendas de insulinas impulsiona novo ciclo de expansão
Biomm (BIOM3) — A biofarmacêutica reportou recentemente lucro líquido de R$ 9,7 milhões no 1º trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 11,7 milhões registrado um ano antes, graças a um salto de 134% na receita, agora em R$ 92,5 milhões.
- Em resumo: venda de Wosulin e Glargilin explica a virada e coloca a companhia em trajetória de caixa positivo.
Vendas públicas e privadas disparam; margem operacional volta ao azul
A combinação de contratos com o Sistema Único de Saúde (SUS) e maior presença em grandes redes de farmácias resultou em ganho de escala. Segundo dados compilados pela Reuters, o mercado brasileiro de insulina movimenta cerca de R$ 3,5 bilhões ao ano, o que abre espaço para players locais capturarem participação.
“Os investimentos em capacidade produtiva, tecnologia e parcerias estratégicas já se traduzem em geração de valor consistente”, destacou o CEO Guilherme Maradei no balanço.
Com isso, o Ebitda passou de negativo em R$ 10,7 milhões para positivo em R$ 12,4 milhões, reforçando a tese de que ganhos operacionais podem sustentar margens mesmo em um ambiente de custos ainda pressionados por insumos importados.
O que esperar do setor biofarmacêutico após o corte de custos e novas PDPs
Historicamente, o Ministério da Saúde incentiva Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) desde 2009, permitindo que laboratórios nacionais fabriquem medicamentos estratégicos mediante transferência de tecnologia. A Biomm, ao consolidar a produção de insulina glargina em Nova Lima (MG) e firmar acordos com Fiocruz/Bio-Manguinhos e Funed, amplia sua proteção regulatória e reduz dependência cambial, fator relevante em momentos de volatilidade do real.
Como isso afeta o seu bolso? Margem operacional em ascensão costuma atrair fluxo para small caps listadas na B3, podendo alterar o preço-alvo de analistas. Para aprofundar a leitura sobre oportunidades em ações de saúde, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Biomm