Entenda por que só uma minoria destina parte do imposto e o que está em jogo para crianças e idosos
Receita Federal – Levantamento da autarquia mostra que, apesar do potencial de R$ 14,7 bilhões em doações dentro da declaração do Imposto de Renda 2026, apenas 2% do montante foi efetivamente destinado, limitando o alcance de projetos voltados à proteção de crianças, adolescentes e pessoas idosas em situação de vulnerabilidade.
- Em resumo: só 321 mil contribuintes usaram o incentivo fiscal em 2024, deixando bilhões fora dos fundos sociais.
Cifra bilionária escapa dos fundos sociais: onde o dinheiro poderia fazer diferença
Os R$ 14,7 bilhões represados equivalem a quase três vezes o orçamento anual do Ministério dos Direitos Humanos. Se direcionados, os valores fortaleceriam abrigos, programas de combate à violência e ações de saúde preventiva. De acordo com dados do IBGE, 18,6% da população acima de 60 anos vive em algum grau de insegurança de renda, cenário que poderia ser atenuado com maior adesão ao mecanismo.
“A destinação do IR não representa custo extra para o contribuinte, mas sim a escolha de onde parte do tributo será aplicada”, destaca Rodrigo Gaiardo, CFP pela Planejar.
De 2,25% para 2,55%: avanço tímido expõe a falta de planejamento tributário
Entre 2022 e 2024, a participação dos declarantes subiu de 2,25% para 2,55%, mas segue distante do teto de 6% permitido no ato da declaração (ou 7% se houver apoio a projetos esportivos durante o ano-calendário). O limite fraciona-se em até 3% ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente e 3% ao Fundo da Pessoa Idosa, sem alterar o valor final do imposto a pagar ou a restituir.
Especialistas alertam que decidir a destinação somente no momento do envio da declaração reduz a margem de planejamento. Contribuintes que se organizam ao longo do ano podem aproveitar o percentual máximo, emitindo Darf específico ainda dentro do prazo legal e ampliando o impacto social do tributo.
Como isso afeta o seu bolso? Perder o prazo significa deixar um dinheiro que já sairia do seu orçamento sem gerar retorno social direto. Para mais detalhes sobre incentivos tributários, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Receita Federal