Política em Brasília e avanço de Wall Street dão tração extra ao pregão
B3 – Nesta quinta-feira (14), o principal índice da Bolsa brasileira renovou máximas recentes, tocando 178,9 mil pontos, enquanto o dólar comercial desceu a R$ 4,98. A combinação de alívio político interno e apetite global por risco devolveu parte das perdas da véspera e reduziu a pressão sobre juros futuros.
- Em resumo: Ibovespa +1,02%, dólar −0,27% e contratos de DI caem até 9 pontos-base.
Exterior: tecnologia dos EUA puxa capital para ativos de risco
O bom humor veio de Nova York: Nasdaq futuro subia 0,25% após notícias de novos contratos de chips de IA, segundo a Reuters, sinalizando demanda firme por semicondutores. Esse impulso elevou commodities metálicas e favoreceu papéis de Vale (VALE3) e siderúrgicas, ajudando o Ibovespa a recuperar a marca dos 178 mil.
“O otimismo com inteligência artificial mantém o S&P 500 perto de recordes e anestesia parte das preocupações geopolíticas”, apontou em nota a corretora StoneX.
Cenário doméstico: CPI, balanços e curva de juros mais curta
No front local, a insistência do Senado em instalar CPI para investigar o caso Banco Master, lida pelo mercado como tentativa de “virar a página”, contribuiu para derrubar o CDS Brasil e o dólar. Ao mesmo tempo, balanços melhores de bancos privados (ITUB4 +2,4%; BBDC4 +2,15%) reforçaram a tese de rotação para ações menos expostas a juros.
Historicamente, sempre que o Ibovespa reconquista patamares perdidos rapidamente — como fez ao voltar dos 174 mil para os 178 mil em dois pregões — a volatilidade sobe: o índice VXBR, porém, cedeu 6,3% hoje, sinalizando menor prêmio de risco. Para quem investe em renda fixa, a queda do DI jan/29 para 13,94% embute expectativa de fim do aperto monetário antes de 2027.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3