Alívio momentâneo não apaga prêmio de risco político embutido nos títulos
Tesouro Direto – Na abertura desta quinta-feira (14), as taxas dos papéis prefixados recuaram até 9 pontos-base, devolvendo apenas parte do salto provocado pelo episódio que envolveu Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.
- Em resumo: Prefixado 2029 cai para 13,98% ao ano, mas ainda carrega 20 pts-base de alta na semana.
Mercado corrige excessos, mas segue atento ao noticiário
Profissionais comentam que o movimento desta manhã tem caráter técnico, típico de realização de lucros após fortes oscilações. Segundo dados compilados pela Reuters, contratos futuros de DI também recuavam, sinalizando menor demanda por proteção de curto prazo.
“É comum vermos correções após picos de volatilidade, mas o prêmio de risco só some quando o cenário muda de fato”, aponta Leonel Oliveira Mattos, da StoneX.
O que está por trás das taxas ainda elevadas
Apesar do alívio, todos os principais prefixados permanecem acima dos níveis vistos antes da matéria do The Intercept Brasil. Historicamente, momentos de incerteza política empurram a curva em direção a patamares mais altos: em 2022, por exemplo, o Prefixado 2032 chegou a tocar 14,40% durante o primeiro turno das eleições gerais.
Além da tensão política, agentes monitoram o desenrolar de eventos externos, como possíveis restrições no Estreito de Ormuz, e aguardam sinais do Banco Central sobre a trajetória da Selic nas próximas reuniões. Qualquer indício de manutenção dos juros em patamar elevado tende a sustentar rendimentos mais altos na renda fixa.
Como isso afeta o seu bolso? Se você pensa em travar o rendimento antes de novas surpresas, entender a dinâmica entre risco político e taxas é essencial. Para mais análises sobre economia e política, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Esfera Brasil e Agência Senado