Alívio geopolítico impulsiona Wall Street enquanto pressiona commodities
Irã – A divulgação de uma nova proposta de cessar-fogo entregue por Teerã ao Paquistão, mediador nas negociações com os Estados Unidos, reverberou imediatamente nos mercados internacionais na última sexta-feira (1º). O barril de Brent cedeu, mas manteve-se acima de US$ 100, e o Nasdaq cravou novo recorde histórico mesmo com a Bolsa brasileira fechada pelo feriado.
- Em resumo: Oferta iraniana alivia prêmio de risco do petróleo, enquanto Nasdaq avança 0,89% e supera 25.100 pontos.
Wall Street renova máximas em meio a notícias do Oriente Médio
Operadores interpretaram o possível relaxamento das tensões como sinal de menor pressão inflacionária vinda da energia. Segundo dados da Reuters, o Dow Jones caiu 0,31%, o S&P 500 subiu 0,29% e o Nasdaq disparou 0,89%.
“Apesar do alívio pontual, os riscos seguem latentes: sanções extras dos EUA ao petróleo iraniano foram anunciadas no mesmo dia”, lembram estrategistas do Deutsche Bank.
Entre os destaques corporativos, big techs continuaram sustentando os índices: Apple reagiu positivamente ao balanço, enquanto ExxonMobil e Chevron recuaram após resultados fracos.
Dólar, Treasuries e tarifas entram no radar dos investidores
O fluxo para ativos de risco não impediu oscilações nos Treasuries. Juros dos títulos de 10 anos alternaram leves altas e baixas, refletindo discursos divergentes de dirigentes do Federal Reserve sobre um eventual corte na reunião de junho. O dólar, por sua vez, recuperou terreno frente ao iene após rumores de intervenção cambial japonesa.
Na seara comercial, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a ameaçar impor tarifas de 25% sobre veículos da União Europeia, reavivando temores de nova disputa tarifária – movimento que costuma pressionar expectativas de crescimento global.
Como isso afeta o seu bolso? Menor tensão no Golfo reduz a probabilidade de choques no preço da gasolina e no custo do frete, mas a cautela permanece: qualquer revés nas conversas pode devolver volatilidade às commodities e às moedas emergentes. Para acompanhar os próximos capítulos e entender impactos diretos sobre ações brasileiras listadas em Nova York, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ministério das Relações Exteriores do Irã