Tensão no Oriente Médio ameaça apagar o rali de fim de ano em Wall Street
Wall Street – Os índices futuros norte-americanos abriram a semana no vermelho, com o Dow Jones cedendo cerca de 156 pontos (-0,3%), enquanto S&P 500 e Nasdaq 100 recuavam 0,2% cada, movimento que interrompe seis semanas de ganhos consecutivos e reflete a cautela em torno das tratativas para encerrar o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
- Em resumo: impasse político eleva o risco-país na região e provoca realização de lucros após altas superiores a 4% no Nasdaq na semana passada.
Bolsas realizam lucros após sequência de seis semanas positivas
A correção ocorre depois de o S&P 500 avançar 2% e o Nasdaq ganhar mais de 4% nos últimos cinco pregões. Segundo levantamento da Reuters, essa foi a maior série de ganhos simultâneos desde 2024, alimentada por balanços corporativos sólidos e apostas em corte de juros pelo Federal Reserve no primeiro trimestre de 2026.
O presidente Donald Trump afirmou que “não gostou” da réplica iraniana e classificou a proposta de Teerã como “TOTALMENTE INACEITÁVEL!”, lançando dúvidas sobre um cessar-fogo duradouro.
Sanções, petróleo e impacto na inflação global
A última proposta iraniana prevê suspender hostilidades e flexibilizar gradualmente as sanções que restringem o fluxo de comércio e energia. Caso o diálogo emperre, analistas lembram que o Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo consumido no planeta, tornando o mercado suscetível a choques de oferta e, por consequência, à pressão inflacionária.
Historicamente, cada alta de 10% no barril adiciona até 0,4 ponto percentual ao índice de preços ao consumidor dos EUA em 12 meses, segundo cálculos do Banco Mundial. Para o Brasil, o repasse costuma vir via cotações da Petrobras e custos de frete, podendo encarecer combustíveis e alimentos.
Como isso afeta o seu bolso? Um novo estresse no petróleo pode reverter expectativas de queda dos juros e encarecer crédito e investimentos. Para acompanhar as próximas movimentações do mercado, acesse nossa editoria de Mercado e Ações.
Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS