Do improviso à inteligência artificial: o que realmente mudou para quem opera
B3 – A bolsa brasileira testemunhou, nos últimos anos, uma virada histórica no day trade: veteranos que começaram em internet discada relatam que hoje a automação e a IA “tiraram a emoção” das operações, acelerando ordens e atraindo milhares de novos investidores.
- Em resumo: Ferramentas de automação baseadas em IA reduzem barreiras de entrada e mudam o critério de vantagem competitiva do trader.
Da conexão discada ao clique milissegundo
Nos anos 2000, quem quisesse negociar contratos futuros precisava conviver com plataformas rudimentares e ordens lentas. Agora, a mesma B3 processa mais de 6 milhões de negócios diários, segundo dados da Reuters, graças à melhora de infraestrutura e à popularização de APIs que executam estratégias em frações de segundo.
“Quando você automatiza, você tira a emoção do trade”, pontua o trader Jota, relembrando o salto de eficiência causado por robôs e algoritmos.
Por que esse salto tecnológico mexe no seu bolso
Com custos de corretagem quase zerados e plataformas que oferecem back-tests em tempo real, o investidor pessoa física ganhou acesso a estratégias antes restritas a mesas proprietárias. De 2018 para cá, o número de CPFs ativos na B3 saltou de 600 mil para mais de 5 milhões, movimento que ampliou a liquidez e intensificou a competição.
Como isso afeta o seu bolso? Mais liquidez significa spreads menores — mas também exige disciplina para lidar com volatilidade crescente. Para entender como se posicionar nesse novo ambiente, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney